quinta-feira, 15 de abril de 2010

TRAILERS DOS FILMES DA MOSTRA "DIÁLOGOS ENTRE LITERATURA E CINEMA"

CLIQUE NOS TÍTULOS DOS FILMES PARA VER O TRAILER:


RAN

STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA

AS HORAS

TRECHO DE VIDAS SECAS

DIVULGADOS FILMES EM COMPETIÇÃO DO FESTIVAL DE CANNES

Entre os selecionados, diretores importantes como Abbas Kiarostami, Bertrand Tavernier e Mike Leigh.


CLIQUE AQUI E VISITE O SITE OFICIAL DO FESTIVAL DE CANNES 2010


DO SITE UOL
O festival de Cannes divulgou nesta quinta-feira a seleção de filmes de sua 63ª edição. O diretor Thierry Frémaux anunciou, durante uma apresentação em Paris, os 16 filmes que integram a competição neste ano.

Fora da competição, o filme "Robin Hood", do diretor Ridley Scott, foi escalado para a abertura do festival. Outros filmes que ficaram de fora da competição são "Tamara Drewe", de Stephen Frears, "Wall Street 2: Money Never Sleeps", de Oliver Stone, e "You Will Meet a Tall Dark Stranger", de Woody Allen.
O presidente do júri será o diretor Tim Burton, que lança neste mês o aguardado longa "Alice", e terá ainda os atores Alberto Barbera, Kate Beckinsale, Emmanuel Carre, Benicio Del Toro, Victor Erice, Shekhar Kapur e Giovanna Mezzogiorno.


Veja a lista dos filmes selecionados.

"Another Year", de Mike Leigh (Reino Unido)
"Biutiful", de Alejandro Gonzalez Inarritu (Espanha/ México)
"Burnt by the Sun 2", de Nikita Mikhalkov (Alemanha/ França/ Rússia)
"Certified Copy", de Abbas Kiarostami (França/ Itália/ Irã)
"Fair Game", de Doug Liman (EUA)
"Hors-la-loi", de Rachid Bouchareb (França/ Bélgica/ Algéria)
"The Housemaid", de Im Sang-soo (Coréia do Sul)
"La nostra vita", de Daniele Luchetti (Itália/ França)
"La Princesse de Montpensier", de Bertrand Tavernier (França)
"Of Gods and Men", de Xavier Beauvois (França)
"Outrage", de Takeshi Kitano (Japão)
"Poetry", de Lee Chang-dong (Coréia do Sul)
"A Screaming Man", de Mahamat-Saleh Haroun (França/ Bélgica/ Chade)
"Tournee", de Mathieu Amalric (França)
"Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives", de Apichatpong Weerasethakul (Espanha/ Tailândia/ Alemanha/ Reino Unido/ França)
"You, My Joy", de Sergey Loznitsa (Ucrânia/ Alemanha)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Os Originais"

POR ISADORA ZEMGESKI



 


Comecemos este post com um exemplo, para, apenas depois, discorrermos sobre as conclusões cabíveis. Uso como exemplo Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), obra de Anthony Burgess. Não, meus caros! Laranja Mecânica não é obra de Stanley Kubrick. Não se ofendam pensando que vos alcunho de parvos, o fato é que, realmente, o Laranja Mecânica que a maior parte das pessoas conhece é do filme britânico de Kubrick, estrelado por Malcolm McDowell em 1971. Poucos sabem também que houve uma adaptação da trama para um musical. Foi o filme que mais marcou a mente de todos.

Em pleno século XXI, 41 anos depois de sua produção, é tido como um clássico cinematográfico, um símbolo de cultura muito apreciado, inclusive, por toda uma geração que nem era nascida quando o filme foi feito. Há tribos adolescentes que adotaram a produção como ícone. A partir de então, Laranja Mecânica tornou-se febre, Alex DeLarge e seu estilo futurista, com um enorme cílio postiço no olho direito, um ídolo! Camisetas, bolsas, bótons e muito mais! A banda Sepultura lançou, em 2008, um álbum todo baseado na história. Moda!!!
Mas qual a origem de Laranja Mecânica? Voltemos ao ínício: "obra de Anthony Burgess". Quem foi Anthony Burgess??? Nascido na Inglaterra em 1917, formou-se em Inglês e foi professor até 1960 na Malásia, onde, então, começou a escrever. Sim, escritor! Laranja Mecânica foi uma extrapolação para o futuro das brigas de gangues que ele presenciou na sua terra natal ao voltar da Ásia. Um clássico da Literatura Cyberpunk ao lado de “1984” de George Orwell e “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley.
Entretanto a questão aqui não é o Laranja Mecânica, nem Kubrick, nem Burgess, nem o Cyberpunk. A questão aqui é que todo este frenesi não teve origem em nenhum outro campo se não no da literatura. E aqui chego ao meu ponto. Estão na literatura "Os Originais" de muitos filmes, modas, canções, seriados, influências, etcetera. Ou alguém sabe de algum livro baseado em um filme? Ou baseado em uma música? A literatura baseia-se na imaginação e vivências dos seus autores, ou então em fatos reais (ponto). É a partir da literatura que acontece todo o resto! Não digo que a música e o cinema dependem da literatura para existir, mas que fazem - e muito - o uso desta.





Por que é muito mais interessante, quando uma obra literária ganha sua versão cinematográfica, ler primeiro e assistir depois? Porque quando se lê, a imaginação cria os cenários - que ganham novos móveis, novas cores e tamanhos -, os personagens - que mudam de fisionomia e estilo -, e as cenas - que mudam de ângulo e contexto - conforme o autor narra. O leitor torna-se o diretor que desbrava um roteiro para encená-lo em sua mente. Quando se assiste a um filme, se condiciona a como o diretor deste imaginou a história. E, se somente depois o livro é lido, este fica preso a como o filme foi feito. E é por esta razão, meus bons e poucos amigos leitores, que vos digo: os livros são "Os Originais", a causa e a semente.



* Texto originalmente publicado no blog: www.thegoodquill.blogspot.com

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um Olhar sobre "Ran", de Akira Kurosawa


POR RICARDO NARDES CORREA

No início de 2010 fui convidado pelo professor Fábio Steyer a participar do projeto Diálogos entre literatura e cinema, a ser desenvolvido pelo setor de Letras da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Havíamos travado conhecimento em novembro de 2009, por ocasião da defesa do meu Trabalho de Conclusão de Curso, que versava sobre dois filmes baseados na obra de William Shakespeare: Macbeth, de Roman Polanski, de 1971, e Trono Manchado de Sangue, de Akira Kurosawa, de 1957. Orientado pelo professor Antonio João Teixeira (Letras - UEPG), que dispensa maiores apresentações e comentários no que se refere à literatura inglesa e norte-americana, assim como ao cinema, estudei e analisei o espaço cênico de ambas as obras cinematográficas.

Sabendo desse interesse pela sétima arte e por Akira Kurosawa, Fábio sugeriu, então, que eu apresentasse RAN, filme de 1985 e considerado pelo próprio Kurosawa sua grande contribuição para o cinema. Inspirado em Rei Lear, de Shakespeare, Ran consegue captar toda a magnitude filosófica da peça, transpondo os limites do cinema. No filme estão impressos claramente elementos da cultura japonesa, notadamente do décimo sexto século (período do país em guerra). Segundo Teixeira, em entrevista concedida a Robert Hapgood, Kurosawa teria pensado, a princípio, em escrever um script sobre Motonari Mori, um general do décimo segundo século japonês, que tinha três bons filhos. Em um insight, o cineasta refletiu: o que teria acontecido se esses filhos fossem maus (dois deles)? E isso o fez lembrar da história do Rei Lear. Logo no início do filme, já se observa a marca do diretor na parábola do feixe de flechas que separadas são facilmente quebradas, mas que juntas se tornam fortes. A parábola é contestada por Saburo, o filho mais novo. Tal como o Rei Lear, o Grande Lord Hidetora já estava idoso e decidiu dividir seu reino entre seus três filhos, cabendo ao filho mais velho, Taro, o controle do Clã. Os outros dois castelos ficam para os outros filhos. Saburo contesta a decisão do pai, pensando no bem dele, e é expulso. Nesse aspecto da trama, o filme se assemelha muito à peça de Shakespeare, com a diferença que no caso dela, são três filhas: Goneril, Regana e Cordélia.
Se o Rei Lear representa a figura do patriarca centralizador, a figura do homem que prove e toma todas as decisões, com o Lord Hidetora a história teria sido igual se não fosse pelo seu passado de atrocidades e violência, em nome da conquista de territórios. Essas ações de Hidetora desencadeiam as ações de outros personagens no enredo do filme, como as de Lady Kaede, por exemplo, que teve sua família assassinada pelo Shogun, passando a agir motivada pela vingança e assim também justificando a reclusão de Tsurumaru, que teve seus olhos queimados pelo Grande Lord, depois do castelo de sua família ter sido incendiado. Esse ambiente onde se desenrolam essas guerras entre clãs foi criado com base na era do país em guerra, onde Kurosawa se inspira para criar sua trama. Assim também era a atmosfera da Grã-Bretanha do século XVI, em que Shakespeare escreve Rei Lear, considerando as guerras entre monarquistas e puritanos e a guerra dos Roses.
No que se refere aos momentos em que são travadas as batalhas, Kurosawa mostra ao espectador o aspecto trágico da guerra, enfatizado com o uso do som não-diegético, por meio de música orquestral. Numa longa seqüência, é mostrada uma carnificina onde os tons de vermelho sangue se destacam, muitas vezes sobre um quase preto e branco em segundo plano. Contraditoriamente, estamos diante de um momento de rara beleza artística mostrando a desgraça que o homem submete a si mesmo.
Em Ran, também somos convidados a imaginar, uma vez que o diretor opta pelo primeiro plano simples e recusa o recurso do close-up. Dessa forma, não conhecemos o rosto triste de Sue - essa é uma imagem criada por Hidetora. Entretanto, conseguimos perceber que Lady Kaede faz movimentos mínimos com seu rosto pintado como máscara e que Hidetora exagera suas expressões, quando começa a enlouquecer, para demonstrar medo, terror, indignação, tristeza e loucura.
A expressão dos atores principais: Kaede, Hidetora, Saburo, Giro e Tsurumaru, vem do teatro Nô e é justamente para dar essa dimensão ao espectador (como se sentisse em um teatro) que se opta pelo primeiro plano simples em muitas cenas. Nos planos em campo aberto, em que os exércitos cavalgam, denotam-se belíssimas tomadas em locações esplêndidas, que muito contribuem para dar um background naturalista em tais seqüências. A cena em que Saburo atravessa o rio com seu exército buscando salvar seu pai nos remete aos filmes de western, estilo em que estão, curiosamente, classificados muitos filmes de Akira Kurosawa nos Estados Unidos.
Ainda no que se refere à atuação dos personagens, um aspecto que chama nossa atenção é a forma como Hidetora expressa sua loucura e os sentimentos dela derivados. Isso ocorre, por exemplo, na cena em que seu castelo é tomado pelo exército de Giro, e ele se vê em meio ao fogo, tiros e flechas e se sente acuado, esbugalhando os olhos e indo de um lado paro o outro e depois quando sai do castelo, caminhando em linha reta, alheio ao mundo e com o olhar fixo para o nada. Também as seqüências ao lado do bobo, em que às vezes não reage às provocações daquele ou em outras ocasiões corre, fugindo de seus fantasmas ou perseguindo-os. Nesse sentido, a cena em que Hidetora pula de um monte não muito alto nos lembra muito a passagem em que Glocester quer pular de um precipício criado por Edgar, seu filho, em Rei Lear. Também a figura do bobo, que age sempre no sentido de provocar o Grande Lorde e os outros personagens, e, mais ainda, o próprio espectador com suas anedotas e cantigas que guardam uma sabedoria milenar, que sempre versam sobre questões importantes da vida humana, testando nossa racionalidade e fazendo com que nos perguntemos em alguns momentos quem é o bobo e quem é o rei. Não é a toa que Harold Bloom afirma que o bobo é um dos quatro personagens principais na peça de Shakespeare, assim como Lear, Edmundo e Edgar.
Uma das grandes questões abordadas por Shakespeare em sua obra, e tão bem explorada por Kurosawa, é a da senilidade. Em algumas oportunidades somos obrigados a entrar na mente de Hidetora, que vive conflitos do tipo: realidade e sonho, céu e inferno, razão e loucura. A obscuridade da casa de Tsurumaru é o clima perfeito para que seja dada vazão a esse estado psíquico. Hidetora não reconhece mais a si mesmo e nem aos que o cercam ao mesmo tempo em que lampejos de lucidez aumentam as esperanças do bobo, como o fato de, por alguns segundos lembrar do que fez a Tsurumaru, que com sua única amiga flauta, canta sua agonia e mágoa.
Sobre essa figura andrógena, no começo ficamos em dúvida sobre sua sexualidade. Tsurumaru parece representar a humanidade com sua solidão, pois estamos sempre a procura de algo que nos complete. A ultima cena, à beira do abismo, é emblemática, com a figura do Buda caindo e revelando que os deuses não podem nos salvar de nós mesmos.
Filmes como Ran estão acima de qualquer honraria, protocolo ou premiação, mas mesmo assim é bom lembrar que venceu o Oscar de melhor figurino, em 1985, o Oscar honorário, em 1989, e o prêmio Kyoto, em 1994. Esse ano, 2010, Akira Kurosawa completaria 100 anos no dia 23 de março, uma mente inquieta que sobreviveu a vinte e cinco tentativas de suicídio nos anos 1970 e acabou morrendo aos 88 anos, em 1998, talvez porque houvesse muito ainda a ser feito: Ran, sobretudo.


RICARDO NARDES CORREA

sábado, 27 de março de 2010

Sobre a primeira sessão dos "Diálogos Entre Literatura e Cinema"...

Foi com auditório cheio que começamos os "Diálogos Entre Literatura e Cinema", hoje, dia 27/03, na sala B-108 do campus central da UEPG.
Entre 14 e 17h30min de uma tarde nublada e chuvosa, assistimos ao épico "Ran", um dos clássicos de Akira Kurosawa, inspirado em "Rei Lear", de Shakespeare.
Conduzindo o debate, o professor Ricardo Nardes Correa, que em seu TCC abordou justamente as relações entre as obras de Shakespeare e Kurosawa.
Ótimo público e debate bastante produtivo.
Obrigado pela participação de todos!!!


Equipe do Cinemas e Temas.

Livro expõe cadernos de rascunho inéditos de Agatha Christie

DO SITE UOL/em 27/03/2010
Alicia García de Francisco

Torquay (Reino Unido), 27 mar (EFE).- "O Caso dos Dez Negrinhos" e a "Morte na Praia", dois dos romances mais famosos de Agatha Christie (1890-1976), poderiam ter um final diferente, como mostra um livro que analisa os 73 cadernos de rascunho da autora.
A complexa simplicidade dos romances de Christie é revelada através das dezenas de cadernos que a autora encheu com suas anotações, objeto de estudo do irlandês John Curran em "Agatha Christie's Secret Notebooks" ("Os cadernos secretos de Agatha Christie", em tradução livre), ainda não publicado em português.
Curran, especialista na obra de Agatha Christie, a escritora que mais vendeu livros no mundo - 2 bilhões de exemplares em 45 idiomas, segundo seu site oficial -, passou quatro anos analisando os rascunhos.
"Eu sabia da existência dos cadernos, mas nunca, nem em meus melhores sonhos, cheguei a pensar que acabaria lendo eles um dia e publicando um livro sobre eles", explicou Curran à Agência Efe em Torquay, cidade natal da escritora. Foi ali perto, na residência de verão dos Christie, que o especialista estudou os 73 cadernos conservados.
As anotações são "completamente caóticas". Às vezes a autora começava tratando de um livro e saltava para outro algumas páginas depois. E em alguns casos, ela retomava ideias inacabadas dez anos depois.
"No meio dos rascunhos, havia, por exemplo, listas de presentes", explica Curran. Segundo ele Christie era caótica e trabalhava ao mesmo tempo em várias histórias, o que lhe permitiu escrever 80 livros entre romances e relatos e uma dúzia de peças de teatro.
Com exceção de seis livros, todos os romances da escritora são abordados nos cadernos. O trabalho de Curran nos permite saber, por exemplo, que em "O Caso dos Dez Negrinhos" - o livro policial mais vendido de todos os tempos - a autora pensou, a princípio, em contar com oito personagens, depois 12 e finalmente os dez da história original.
E, segundo as anotações de Christie, qualquer um deles pode ser o assassino. No caso de "Os Cinco Porquinhos", desde o início a autora teve claro quem seriam os personagens, mas não quem seria a vítima ou o assassino. Já para "Morte na Praia" ela pensou em diversas alternativas para quem eram os assassinos e suas motivações.
O trabalho de Curran traz à tona uma série de detalhes que nos permitem conhecer a fundo o trabalho preparatório de uma escritora de tão grande destaque como Christie.
"A maioria dos leitores acham que ela começava a escrever os livros do começo ao fim e que em um mês já tinha uma romance pronto. Mas meu livro mostra a quantidade de trabalho que há por trás dessas histórias", explica Curran.
Christie "tinha ideias, mudava de opinião, voltava do final ao início, colocava um personagem como assassino e depois colocava outro. E às vezes parava tudo isso e começava de novo com uma ideia anterior, levando em conta cada possibilidade da trama".
Com este livro, o especialista acredita que os fãs de Christie terão uma ideia melhor de como ela realizou suas obras e de como elas são complexas.
"Muitos de seus livros foram construídos sobre premissas muito singelas. Alguém é assassinado, vítimas em ordem alfabética, alguém isola um grupo de pessoas em uma ilha e mata um por um".
Mas, segundo ele, "o fato de que pareçam tão simples para o leitor demonstra que há muito trabalho em sua criação". É a arte de uma autora que para Curran é "a melhor escritora de livros de detetives", um gênero que se caracteriza por um tipo de história na qual o leitor consegue as chaves para resolver o mistério.
"Ninguém nunca fez isso tão bem como Agatha Christie. Não considero que ela seja uma grande romancista de crimes, mas foi a melhor escritora de histórias de detetives da história".
Junto aos milhares de detalhes que encantarão os mais fanáticos, estão dois contos inéditos com Poirot como protagonista.
"A Captura de Cérbero" deveria ter sido publicado em 1947 dentro da série de contos conhecida como "Os trabalhos de Hércules", mas foi desprezado pela revista "The Strand". Segundo Curran, a revista o rejeitou provavelmente por tecer um retrato curioso de Adolph Hitler refletido em um personagem chamado Hertzlein.
É um relato que aborda uma transformação pacífica do ditador, muito diferente do segundo conto, "O Caso da Bola do Cão", um exemplo mais clássico do estilo de Christie, descoberto apenas em 2004.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Cenários de Agatha Christie ainda centram visitas em região inglesa

120 ANOS DE AGATHA CHRISTIE
DO CADERNO DONNA/JORNAL ZERO HORA
25/03/2010 0 CLICRBS
Alicia García de Francisco



Idílicas e muitas vezes sinistras, as paisagens do condado de Devon, na Inglaterra, inspiraram a 'rainha do suspense' Agatha Christie e hoje, 120 anos após o nascimento da escritora, são um dos principais atrativos da região.
Greenway, a casa de veraneio da família Christie; a ilha de Burgh, onde a escritora se inspirou para uma de suas histórias mais famosas, O Caso dos Dez Negrinhos; e Torquay, onde nasceu: todos esses lugares, antes comuns, se tornaram ponto de interesse de turistas.
Para este ano estão programadas em todo o país diversas homenagens à escritora, celebrações que começarão em 15 de setembro, data dos 120 anos de seu nascimento, e se prolongarão durante 12 meses, até o 4ª Festival Agatha Christie.
O festival está marcado em Torquay para entre 12 e 19 de setembro e a cada ano recebe mais visitantes, como explicaram à Agência Efe os responsáveis pelo setor de turismo da pequena cidade no sudoeste da Inglaterra. Nela, Agatha Christie viveu grande parte de sua infância e adolescência.
Mas os fãs da escritora que forem ao condado podem se deparar com muitas coisas mais. Exemplo é o Grand Hotel, onde ela passou a noite de núpcias com o primeiro marido, Archibald; o Museu de Torquay, que abriga um ala dedicada à escritora; e o Teatro Princess, aonde costumava ir.
Em frente ao teatro, há o Pier da Princesa, uma bela construção com partes em madeira na qual a jovem Agatha costumava patinar com os amigos. O Hotel Imperial, onde Agatha Christie narra cenas de pelo menos dois de seus muitos livros, é outra parada obrigatória para os fãs, segundo explica John Curran, especialista na obra e autor de um livro sobre a escritora.
Tudo isso em uma idílica cidade litorânea cuja placidez é cenário perfeito para os crimes mais retorcidos saídos da imaginação da escritora, quando a noite cai ou, simplesmente, quando chove, algo mais que comum na região.
Isso também acontece com a imponente casa de Greenway, qualificada por Agatha Christie como "o lugar mais adorável do mundo", mas que sob o habitual nevoeiro e a persistente chuva se assemelha mais ao descrito pela romancista em Os Cinco Porquinhos.
A casa foi cedida pelo neto da escritora, Matthew Prichard, ao chamado National Trust – que administra os locais de grande interesse cultural. Em fevereiro de 2009, foi aberto ao público, com um enorme sucesso traduzido em 90 mil visitantes em seus primeiros 12 meses de funcionamento.
Conservada exatamente como na época em que a escritora era viva, a casa também possibilita que os visitantes vejam objetos que a inspiraram na criação de alguns relatos. E quem ficar com ainda mais vontade pode até se alojar nos apartamentos habilitados no terceiro piso da mansão, com uma capacidade para dez pessoas pelo preço de entre US$ 1.700 e 4 mil por semana, segundo explicou à Efe Margaret, uma das guias voluntárias que contam com paixão a história da casa e de Agatha.
Após a visita a Greenway, duas paradas obrigatórias para os fãs de Hercule Poirot e Miss Marple: a preciosa Dartmouth, onde ela escreveu seu primeiro romance O Misterioso Caso de Styles, e a ilha de Burgh, em cujo hotel se inspirou para O Caso dos Dez Negrinhos.
A minúscula ilha fica isolada pela maré durante a metade do dia e é coroada por um hotel com vistas espetaculares e decorações art decó que casam a perfeição com o estilo Agatha Christie. Mas para poder visitar o exclusivo lugar é preciso reservar um jantar de luxo ou se alojar em um dos quartos ao módico preço de US$ 535. No pacote, o direito de se imaginar protagonista de um dos famosos contos de Agatha Christie.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

PERCY JACKSON É NOVA OPÇÃO DE FILME BASEADO NA MITOLOGIA GREGA

Se você gostou do ciclo de filmes sobre mitologia grega, realizado pelo Cinemas e Temas em 2009, não deve perder o filme "Percy Jackson e o Ladrão de Raios", em cartaz nos cinemas brasileiros.
Baseado na obra literária de Rick Riordan, dirigida ao público juvenil, é uma boa introdução aos temas da mitologia grega.
Tanto os livros da série quanto o filme podem despertar nos jovens estudantes o gosto pelo tema e gerar aprofundamentos maiores, para que percebam a importância do estudo da mitologia para a compreensão inclusive do mundo contemporâneo.
Ah, legal e irritante ao mesmo tempo, no filme, é ver que o "mundo inferior" de Hades fica em Hollywood. E que o Olimpo fica no Empire State!!! Ah, e ver Uma Thurman como Medusa também foi muito bom!!!
Abaixo, links para o trailler do filme e também para mais informações sobre os livros de Rick Riordan.
Livros de Rick Riordan
Trailler do filme

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CINEMAS E TEMAS PROMOVE O DEBATE DAS RELAÇÕES ENTRE A LITERATURA E A SÉTIMA ARTE

A partir deste semestre, além do já tradicional evento do projeto (o próximo será em maio, sobre os filmes baseados na obra de Agatha Christie), teremos uma novidade: a série "Diálogos Entre Literatura e Cinema". Será uma sessão mensal, sempre aos sábados, às 14 horas.
Será fornecido certificado de presença aos participantes.
Veja abaixo a programação.
Aguardamos a sua participação!!!




sábado, 6 de fevereiro de 2010

Obras de Agatha Christie serão publicadas pela L&PM

 

Editora L&PM adquire os direitos de publicação de 35 romances de Agatha Christie

da Livraria da Folha



No ano em que se comemoram 120 anos do nascimento da escritora britânica Agatha Christie, a editora L&PM prepara uma grande surpresa para os fãs da "Rainha do Crime": foram adquiridos os direitos de publicação de 35 romances da autora.
A primeira obra será "Sócios no Crime", o segundo livro que tem como protagonista a dupla Tommy e Tuppence, um casal de ex-detetives que tenta levar uma vida normal. O sossego deles acaba, no entanto, quando o chefe do Serviço de Inteligência Britânica entra em contato propondo-lhes que reativem a agência de detetives internacional.
Prestando uma homenagem a grandes nomes da literatura policial, a dupla resolve seus casos utilizando técnicas de detetives célebres, como Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle o padre Brown, de Chesterton, e Hercule Poirot, da própria Agatha Christie. 


http://livraria.folha.com.br/categoria/6327/agatha-christie