O projeto Cinemas e Temas vai participar da VIII Jornada Científica dos Campos Gerais, uma promoção da Faculdade Santana, de Ponta Grossa, a ser realizada entre os dias 27 e 29 de outubro de 2010.
As acadêmicas Celine Aparecida de Matos e Mayara Bueno de Souza irão apresentar seus trabalhos sobre, respectivamente, as relações entre a obra de Machado de Assis e o cinema, e o expressionismo alemão, a partir de um viés ideológico relacionado ao nazismo na Alemanha.
Boa sorte, meninas!
Blog do CINEMAS e TEMAS - Ano IX, projeto de extensão e pesquisa da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná, Brasil.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
PROF. FÁBIO STEYER PARTICIPA DE EVENTO NA UFPA
Na próxima semana, mais um evento importante para a equipe do Cinemas e Temas.
O Prof. Fábio Augusto Steyer, coordenador do projeto, será o conferencista de abertura da 18ª Semana de Letras da Universidade Federal do Pará, em Belém.
O tema da palestra será: "Cinema e Literatura: Uma Relação de Diversos "Andares".
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Tropa de Elite 2 - cumpre seu papel
Parte do elenco, diretor e produtor de Tropa de Elite 2.
Bruno Scuissiatto
Acompanhei de longe o lançamento de Tropa de Elite II, sentindo a necessidade de assisti-lo o quanto antes, para então poder acompanhar algumas críticas acerca do filme. Tentei ao máximo me distanciar do filme, porém, tarefa praticamente impossível, devido a grande enxurrada de notícias da grande mídia. Como um autêntico ladrão de histórias em quadrinhos, assisti o trailer do longa, ali, imaginei o quanto seria problemático escrever apenas sobre o lançamento e a bilheteria do primeiro final de semana de estreia.
Com desconfiança cheguei ao cinema, depois de ouvir tantas histórias sobre a superlotação das sessões, tive medo de não conseguir ingresso para o Tropa de Elite 2, justamente nestes tempos de correrias que antecipam o final de ano letivo. Adentrando a sala, encontrei facilidade em achar uma poltrona, já que a capacidade da sala tinha no mínimo a metade completada. Bem, vamos aos fatos, ou melhor, ao filme.
O ponto alto de Tropa de Elite 2 (se é que ele permite escolher apenas um) é o tom documental empregado no longa-metragem, que certas vezes chega a confundir o espectador com a mensagem inicial na tela - “uma obra de ficção”. O documentário que tantas vezes prestou um grande serviço ao cinema, parecia ser visto na contramão, quando visto como componente dentro de um cinema comercial. Com Tropa de Elite 2, a equação é invertida, o documental empregado na narrativa fílmica se torna mais verosímil com a própria construção do filme todo. Se por um lado, o longa de Padilha tem essa pertinente relação documental, por outro, as filmagens de grande em várias passagens, somadas aos efeitos especiais (principalmente nas cenas de perseguições áreas), conseguem traduzir uma grande evolução no cinema brasileiro. Aqui, cabe um pequeno comentário, a produção cinematográfica nacional, ao largo dos anos tem produzido significativa obras, seja no campo comercial, documental ou mesmo no mercado de curtas e médias metragens, inclusive somando forças no desenvolvimento no campo das animações, aplicando conceitos, que normalmente assistíamos apenas por intermédio de produções hollywoodianas.
Aqui fica um adendo ao staff de Tropa de Elite 2, que conseguiu enaltecer de forma maravilhosa o trabalho de uma equipe com experiência vitoriosa no cinema brasileiro, após o cinema da reabertura – no caso, Fátima Toledo (preparadora de elenco), Lula Carvalho (diretor de fotografia), Daniel Rezende (montagem) e Bráulio Mantovani (roteirista), todos trabalharam em Cidade de Deus (2001).
Já José Padilha se tornou definitivamente, se ainda existia alguma dúvida, um dos nossos maiores diretores de cinema nacional. Se os devidos créditos pela direção de Tropa de Elite I e II chamam atenção para Padilha em salas de cinema abarrotadas de gente pelo Brasil. Tal reconhecimento não é novo, basta verificar que dentro da filmografia nacional da última década, o diretor foi o responsável por dois grandes documentários – Ônibus 174 (2004) e Garapa (2007). Tão diferentes em sua estrutura, como no próprio caso das produções de Tropa de Elite.
No campo das interpretações, grande destaque pela sequência dos atores que interpretam as ações fundamentais longa. Isso provocou uma forte empatia com o espectador, que encontrou nas narrativas em off do Coronel Nascimento uma recordação adormecida da primeira sequência de Tropa de Elite.
O sucesso do filme não é mera decodificação dos invariáveis acessos proporcionados pelas mídias. A fórmula do filme de Padilha é trabalhar com muitas questões, que passam pelos campos sociais, políticas e familiares.
Fico com a sensação de dever cumprido ao final da sessão de Tropa de Elite 2 enquanto espectador de cinema. Em tempos de produções altamente comerciais, pode-se dizer que o longa-metragem consegue ser comercial e autoral ao mesmo tempo. E isso, é muito bom.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
CICLO DE FILMES SOBRE ALFRED HITCHCOCK
Pessoal!
A data de nosso ciclo de filmes sobre Alfred Hitchcock está próxima (15 e 16 de outubro).
Seguem abaixo algumas informações importantes.
Local de realização:
Pequeno Auditório - Campus central da UEPG.
Inscrições:
Gratuitas, no local, durante o evento.
Certificados:
20 horas para quem tiver 75% de freqüência.
Horários:
Manhã - 8h30min.
Tarde - 13h30min.
Noite - 19h.
A data de nosso ciclo de filmes sobre Alfred Hitchcock está próxima (15 e 16 de outubro).
Seguem abaixo algumas informações importantes.
Local de realização:
Pequeno Auditório - Campus central da UEPG.
Inscrições:
Gratuitas, no local, durante o evento.
Certificados:
20 horas para quem tiver 75% de freqüência.
Horários:
Manhã - 8h30min.
Tarde - 13h30min.
Noite - 19h.
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O NOVO "BEM AMADO"
POR FÁBIO AUGUSTO STEYER
Confesso que me decepcionei com a versão cinematográfica de "O Bem Amado".
Acaba sendo inevitável a comparação com o original da TV.
Marco Nanini parece querer imitar os trejeitos da interpretação de Paulo Gracindo, o que não funciona e soa extremamente artificial e caricato. O Dirceu Borboleta de Emiliano Queiroz também era muito melhor.
Além disso, a turma de Guel Arraes, que normalmente é impecável nos diálogos e no roteiro, desta vez errou a mão. Os diálogos são pretensiosos, mas óbvios, e o atrelamento da realidade de Sucupira aos acontecimentos da História do Brasil, desde Jânio Quadros até a redemocratização, não funciona como deveria, fazendo do filme um dentre tantos outros que tratam da ditadura. Principalmente para quem não conhece a obra de Dias Gomes e a versão exibida na televisão. Nem de longe temos os excelentes diálogos de Caramuru e Auto da Compadecida, por exemplo.
Outro "pecado" é a trilha sonora (mesmo com Caetano Veloso no meio). Sente-se falta do ótimo tema musical da série de TV. Mais uma coisa: Marco Nanini, Andréa Beltrão e Tonico Pereira parecem estar rodando um episódio de "A Grande Família", tal a semelhança de suas interpretações com a das personagens da série.
Os acertos: José Wilker como Zeca Diabo, e as cajazeiras Drica Moraes e Zezé Polessa.
No mais, é uma pena que time tão bom tenha errado na dose...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
CINEMAS E TEMAS ESTÁ NO VII SELISIGNO, NA UEL
Entre os próximos dias 22 e 24 de setembro, o Cinemas e Temas estará muito bem representado no VII SELISIGNO e VIII Simpósio de Leitura, na UEL, em Londrina, Paraná.
As acadêmicas Rosenéia Hauer, Paula Starke e Caroline Wilt Araújo estarão apresentando trabalhos relativos ao projeto no evento.
Boa sorte, gurias!
domingo, 19 de setembro de 2010
OS FAMOSOS E O DUENDE DA MORTE
POR FÁBIO AUGUSTO STEYER
Hoje pela manhã, durante a programação do II Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade, na UNIVATES, em Lajeado - RS, tive a oportunidade de participar de debate com o escritor Ismael Caneppele, autor do livro "Os famosos e o duende da morte", cuja adaptação cinematográfica, de mesmo nome, tem arrebatado prêmios e mais prêmios por onde passa, em todo o mundo.
Hoje pela manhã, durante a programação do II Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade, na UNIVATES, em Lajeado - RS, tive a oportunidade de participar de debate com o escritor Ismael Caneppele, autor do livro "Os famosos e o duende da morte", cuja adaptação cinematográfica, de mesmo nome, tem arrebatado prêmios e mais prêmios por onde passa, em todo o mundo.
O jovem escritor, na sua fala, instigou a platéia sobre uma série de temas extremamente importantes no mundo contemporâneo. Os prós e contras da internet, com seus "tempos líquidos e espaços fluídicos", a necessidade de rever o conceito de literatura no mundo das novas tecnologias, a importância de o meio acadêmico (no caso, a UNIVATES) dar espaço a um autor que (ainda) não é canônico, etc.
Também assistimos ao filme, certamente a melhor experiência cinematográfica que tive neste ano de 2010.
Não é à toa que ele tem recebido tantos prêmios...
O enredo: um adolescente que mora numa cidade de interior se sente completamente deslocado daquela realidade, de onde quer fugir. Os planos longos e fixos, com lentos movimentos de câmera, a neblina, os silêncios e a opção da direção de fotografia e da trilha sonora do filme dão o tom perfeito para essa opressão. Três gerações se contrapõem: a do adolescente, a da mãe e a dos avós, que vivem todos numa cidade de imigração alemã no interior do Rio Grande do Sul.
É a Lajeado da adolescência de Ismael, como ele mesmo diz, com todas as suas experiências e vivências. Quem é do Vale do Taquari (meu caso) reconhece o "espírito" da região na própria composição da montagem, e também em questões mais óbvias como o típico sotaque dos descendentes de alemães que vivem na região, as locações e a voz de Paulo Rogério, locutor da Rádio Independente, noticiando os falecimentos do dia. Mas o filme poderia se passar em qualquer lugar do mundo. Suas personagens poderiam estar "vivendinho" nos Campos Gerais do Paraná, por exemplo. É universal, tanto na temática quanto na forma com que se utiliza da linguagem cinematográfica para questionar coisas fundamentais do ser humano.
Restam três opções para a personagem principal sair daquele mundo que a oprime: navegar pela internet, sair da cidade pela estrada (atravessar a ponte) ou então se suicidar, na mesma ponte, que serve de cenário para boa parte do filme...
O belíssimo plano final não nos dá resposta alguma. Especialmente se esperamos uma resposta definitiva.
Resta dizer, conforme afirma o próprio autor do livro, que o mais importante da obra é a seguinte frase:
"Estar perto não é físico."
Será?
Cabe ao leitor refletir.
O certo é que é impossível ficar indiferente a esta magnifíca experiência cinematográfica.
Vou correndo comprar o livro...
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