Os participantes do projeto de extensão e pesquisa Cinemas e Temas, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais e ao Departamento de Letras Vernáculas da UEPG, comunicam as sessões do evento “Diálogos entre literatura e cinema” para o segundo semestre de 2011.
Sessões mensais, sempre aos sábados, às 14 horas.
Certificado de participação (20 horas) para aqueles que obtiverem 75% de freqüência.
Coordenação: Prof. Dr. Fábio Augusto Steyer.
Informações no blog do projeto:
http://www.cinemasetemasuepg.blogspot.com/
DIÁLOGOS ENTRE LITERATURA E CINEMA
Campus central da UEPG.
Sala B-108.
Março a novembro de 2011.
Sempre às 14 horas.
27/08
REBECCA
(EUA/1940)
De Alfred Hitchcock.
Com Laurence Olivier e Joan Fontaine.
Baseado na obra de Daphne du Maurier.
Comentários: Paula Starke (Graduanda em Letras pela UEPG e pesquisadora da obra de Alfred Hitchcock).
24/09
A OSTRA E O VENTO
(Brasil/1997)
De Walter Lima Jr.
Com Leandra Leal, Lima Duarte e Fernando Torres.
Baseado no romance de Moacir Costa Lopes.
Comentários: Ubirajara Araújo Moreira (Doutor em Literatura e professor do curso de Letras da UEPG).
22/10
ÉDIPO REI
(Itália/Marrocos/1967)
De Pier Paolo Pasolini.
Com Silvana Mangano e Franco Citti.
Inspirado na tragédia de Sófocles.
Comentários: Keli Cristina Pacheco (Doutora em Literatura pela UFSC e professora do curso de Letras da UNICENTRO).
19/11
A CASA DOS ESPÍRITOS
(EUA/1993)
De Bilie August.
Com Jeremy Irons e Meryl Streep.
Baseado no romance de Isabel Allende.
Comentários: Arlene Lopes Sant'Anna(Mestre em Semiótica pela USP e professora do curso de Letras da UEPG).
03/12
A LIGA EXTRAORDINÁRIA
(EUA/2003)
De Stephen Norrington.
Com Sean Connery e Peta Wilson.
Baseado na graphic novel de Alan Moore.
Comentários: Gisele Aparecida França (Mestre em Literatura pela UNIANDRADE e professora do curso de Letras da UEPG).
Blog do CINEMAS e TEMAS - Ano IX, projeto de extensão e pesquisa da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná, Brasil.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
"BRUXA DE BLAIR" URUGUAIO OU "INDIANA JONES" ALEMÃO?
POR FÁBIO AUGUSTO STEYER
Fica aqui a dica de dois filmes bastante curiosos...
O primeiro é uma espécie de "Bruxa de Blair" feito no Uruguai!!!
Selecionado para o Festival de Cannes 2010, "A Casa", dirigido por Gustavo Hernandez, custou apenas 6 mil dólares. Tal como em "Festim Diabólico", de Hitchcock, o diretor disfarça os cortes do que aparentemente é um único plano-seqüência de aproximadamente 80 minutos.
Um filme de terror uruguaio?
Com certeza uma experiência única!!!
Já "As Aranhas", de 1919, é um dos clássicos de Fritz Lang, um dos maiores nomes do Expressionismo Alemão.
Aqui temos uma espécie de "Indiana Jones" mudo. Só que antes do "original", né? risos
Uma superprodução de aventura que se passa nos EUA e no Peru, em meio a cenas fantasiosas sobre um tesouro perdido dos incas.
Vale a pena...
CLIQUE AQUI E VEJA O TRAILER DE "A CASA"

CLIQUE AQUI E VEJA UM TRECHO DE "AS ARANHAS"
sexta-feira, 15 de julho de 2011
TRÊS FILMES
POR FÁBIO AUGUSTO STEYER
Depois do último Woody Allen (“Meia-Noite em Paris”) e de “Potiche – A Mulher Troféu” (excelente comédia com Catherine Deneuve, Fabrice Luchini e Gerard Depardieu), vistos semana passadaem Porto Alegre , em tela grande, nesta assisti a três filmes em DVD, aqui em Ponta Grossa.
Depois do último Woody Allen (“Meia-Noite em Paris”) e de “Potiche – A Mulher Troféu” (excelente comédia com Catherine Deneuve, Fabrice Luchini e Gerard Depardieu), vistos semana passada
Obras sobre pequenos grandes dramas humanos, tratados, cinematograficamente falando, de modos totalmente diferentes.
Em “Inferno”, de Danis Tanovic, um embate de três maravilhosas interpretações: Emmanuelle Béart, Karin Viard e Marie Gilliain são três irmãs que crescem pensando que o pai é um criminoso. Cada uma, de seu jeito, é emocionalmente fracassada: uma é traída pelo marido, a outra ama um homem casado e a última não consegue ter relacionamento algum. Um filme frio, distante e ótimo, que mesmo com um final feliz consegue ser duro como pedra, digo, como boa parte do cinema francês!!! risos
O filme do meio é “Uma Amizade Sem Fronteiras”, história de um menino abandonado pelo pai que acaba fazendo uma bela amizade com um comerciante turco interpretado pelo veterano Omar Sharif. Um belo filme de François Dupeyron, nem frio nem melodramático demais.
E o mais emocionalmente arrebatador é “Sob a Mesma Lua”, melodramático (no bom sentido) como só os mexicanos sabem ser, com uma tocante história sobre um menino que foge do México para os Estados Unidos em busca da mãe, que trabalha como doméstica em casas de família. Um retrato bem interessante dos ilegais mexicanos nos EUA.
Três ótimos filmes. Três dramas humanos. Três maneiras de se fazer excelente cinema. A frieza dos franceses. O equilíbrio entre razão e emoção. O extravasar do melodrama.
Ótimas pedidas!
Fica aqui a dica...
terça-feira, 5 de julho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Rogério Sganzerla – um diretor que fez dos seus filmes um cinema.
BRUNO SCUISSIATTO
Em vinte minutos de comunicação aproximadamente, falar sobre algum estudo se torna uma tarefa das mais delicadas. Essa definição, talvez seja bem empregada ao falar do cinema de Rogério Sganzerla, neste caso aqui, O Signo do Caos, seu último longa-metragem.
Falar apenas do filme citado acima é muito estranho, para não dizer, incosequente, afinal em tempos de uma filmografia nacional com bons filmes, ainda é muito pouco o olhar voltado para o cinema marginal, realizado no Brasil principalmente nos idos das décadas de 60 e 70. Entre tantas falas de Sganzerla, me agrada muito a definição do diretor para o jornal Tribuna da Imprensa, dezembro de 68, exatamente um ano após o boom do Bandido da Luz Vemelha, seu primeiro longa. O cinema brasileiro nasce com o Humberto Mauro, vive com Nelson Pereira dos Santos, excita-se com Paulo César Saraceni, desespera-se com Glauber Rocha morre com todos nós.
Partindo desse viés, está a chave da filmografia marginal brasileira, que contraria muito do movimento do underground americano, mais centrado em produções afastadas das exibições “comerciais”. Sganzerla ao lado do diretor Julio Bressane defendia que as produções “marginais” não tinham a pretensão de ficar fora dos circuitos exibidores.
É preciso tirar o cinema do quarto de brinquedos, diz um dos personagens de O Signo do Caos. Talvez, aqui, tenhamos a essência do filme. A ideia de realizar um metafilme, que traz o personagem representativo do diretor americano Orson Welles é a imagem de representar um Brasil, Brasil? A chegada do baú com It´s All True , documentário inacabado de Welles, rodado na pátria que ostenta cinco Copas do Mundo, coloca em colisão o Dr. Amenésio, que com suas frases emblemáticas, como: o caos é o próprio caos, se torna um antiheroi para ser celebrado em nosso sessentão cinema nacional. Contrapondo de forma mais acometida, outro personagem tenta convencer seu chefe, Dr. Amenésio, que aquele filme é bom. Seria esse filme a película da tela ou o próprio O Signo do Caos?
Dessa primeira parte com uma fotografia em preto e branco, partimos para a cor, que presenciamos em uma festa com todos os personagens segurando suas taças de champagne e comemorando a destruição dos rolos de It´s All True, ou seria, o próprio longa em questão?
Ao leitor, não se apegue a respostas pelas interrogações, nem mesmo espere interpretações, afinal, como definiu o crítico de cinema Ruy Gardnier sobre O Signo do Caos: um filme suicida para suicidas. Ame-o ou deixe-o em paz. Quem não assistiu, faça isso apenas se tiver vontade. Caso tenha, posso fazer uma cópia do filme.
Agora, se você não assistiu nenhum dos vinte e seis filmes de Rogério Sganzerla, não se sinta penalizado pelos Lumiére ou Melliés, muito menos pelas belas novelas das oito, mas pense no que deixou de ver, garanto que muita coisa poderia desaprender. Uma dica, assista todos. Se não puder, O Bandido da Luz Vermelha, A Mulher de Todos, Sem Essa Aranha e Copacabana Mon Amour. Tem os fimes da Belair, produtora do Sganzerla com o Bressane, mas isso é filme para uma próxima. Conversamos.
[síntese sobre a comunicação “O antifilme em O Signo do Caos, de Rogério Sganzerla”, apresentado na Semana de Letras da UFPR, dia 25/05/2011].
[abaixo o Vídeo de lançamento da COLEÇÃO CINEMA MARGINAL BRASILEIRO em DVD: Volume 1 Andrea Tonacci, volume 2 Rogério Sganzerla, volume 3 Elyseu Visconti e Volume 4 André Luiz Oliveira.]
sábado, 4 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
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